Montenegro dá os primeiros passos para um plano de arborização urbana sustentável
A implementação de um plano de arborização urbana no município foi tema de reunião no início da manhã desta quinta-feira. O encontro, proposto pelo vereador Tiago Maratá, contou com a presença de Ronei Cavalheiro, Secretário Municipal do Meio Ambiente, Mateus Dalchiavon e Thaís Moreira, geólogo e bióloga da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), João Henrique Oliveira e Ariane Luisa Nedel, da escola Sesi, e Júnior Schneider, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDEC), além da assessoria do vereador Alemão Baumcar e do parlamentar proponente da reunião.
O principal objetivo foi o alinhamento de esforços entre diferentes setores para criar um plano de arborização que torne Montenegro uma cidade mais sustentável e resiliente frente às mudanças climáticas. Tiago Maratá destacou a importância de unir forças entre o legislativo, executivo e a comunidade para evitar ações isoladas e garantir que as iniciativas tenham maior impacto. Ele ressaltou que a arborização urbana não só melhora a qualidade do ar e regula a temperatura, mas também contribui para o bem-estar da população.
Ronei Cavalheiro, Secretário do Meio Ambiente, explicou que a equipe técnica da SMMA já está trabalhando no planejamento do projeto, mas destacou a necessidade de um esforço conjunto devido à limitação de recursos humanos e técnicos. Ele mencionou a formação de um grupo de trabalho para elaborar diretrizes, estudos técnicos preliminares e um termo de referência que orientará as ações de arborização. O secretário também enfatizou a importância de considerar aspectos urbanísticos, como espaçamento e fiação, para evitar problemas futuros.
João Henrique Oliveira, professor de biologia do Sesi, trouxe uma proposta inovadora: a inclusão de árvores frutíferas no plano de arborização. Ele argumentou que, além do aspecto estético, as árvores frutíferas podem oferecer benefícios educativos e ambientais, como a promoção da alimentação saudável e o resgate de espécies nativas. Oliveira sugeriu que a comunidade possa se envolver ativamente, colhendo e degustando os frutos, o que também fortaleceria o vínculo entre a população e o meio ambiente.
Ariane Luisa Nedel, professora de português e literatura, reforçou a importância da educação ambiental no projeto. Ela destacou que o engajamento dos alunos e da comunidade é fundamental para o sucesso das ações, citando o projeto "Restaura a Natureza", desenvolvido pelo Sesi, que busca promover o reflorestamento e a conscientização sobre questões ambientais. Ariane também ressaltou a necessidade de um trabalho contínuo e de longo prazo, já que os resultados da arborização serão colhidos pelas futuras gerações.
Júnior Schneider, da SMDEC, trouxe uma perspectiva econômica para o debate. Ele destacou que a arborização pode atrair investimentos e melhorar o turismo local, citando exemplos de cidades que se destacam por suas ruas arborizadas. Schneider também sugeriu que empresas possam ser incentivadas a contribuir com o plantio de árvores como parte de suas contrapartidas ambientais.
Thaís Moreira, bióloga da SMMA, explicou que a prefeitura está trabalhando na criação de um regramento e diretrizes para o plano de arborização. Ela destacou a necessidade de um diagnóstico detalhado das áreas urbanas, considerando fatores como largura das calçadas, fiação elétrica e fitossanidade. Thaís também mencionou a importância de evitar espécies que possam se tornar vetores de doenças, como os citrus, que podem afetar os pomares da região.
A reunião marcou o início de um processo que deve envolver a comunidade, o poder público e instituições educacionais. O plano de arborização de Montenegro não só busca melhorar a qualidade de vida da população, mas também posicionar a cidade como um exemplo de sustentabilidade e resiliência climática. Com a semente plantada, o próximo passo será consolidar as diretrizes e garantir a continuidade das ações, sempre com o envolvimento de todos os setores da sociedade.